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Quero flores. E o bagulho todo

Quero flores. Sim, sim, sim, quero flores.
Quero rosas, lírios, orquídeas. Quero astromélias vermelhas e flores de pêssego quando chegar a temporada.
Quero, quero, quero flores.
E O BAGULHO TODO!

Cês sabem, é o salário, os direitos, a louça lavada e a mesma posta. Quero entrar no táxi de boa e flores. Quero a legalização do aborto e flores. Pode ser até aquela violetinha barata, tá lindo. O respeito, e flores. A escuta, e flores. Tô com preguiça de entrar em detalhes. E flores.
Flores, flores, flores!
E que Pedro Paulo peça pra sair, no mínimo.

Você rápido e zum

zumVocê passou tão rápido e, zum, nem soube se era pra sentir amor saudades raiva nostalgia ódio nada. E eu, veloz, zum, não tive tempo pra resolver se ia ser linda monstro egípcia transparente falsária. Apenas desapareci no cruzamento e, zum, eu e o meu coração passamos o resto do dia jogando conversa fora e comendo sardinha frita.

Não chegamos a nenhuma conclusão.
Mas as sardinhas estavam ótimas.

Fica, Carnaval

ficaFica, Carnaval, que vai ter bolo. Fica. Faço tudo que você quiser, te juro. Te dou comida, roupa lavada e o que mais você pedir. Passo café que é uma beleza. Te prometo os maiores dengos e e as mais novas obscenidades. Te dou a senha do wifi. O meu amor descabido. Fica que vai ser lindo. Não me larga assim, criatura, como quem vai na esquina comprar cigarros e volta só no ano que vem como se não fosse nada. Fica pra sempre, não faz a micareta, vai. Fica, Carnaval, eternamente, mas sem papel passado, só união instável, eu, você e o mundo. Sim, sim, eu sei. Já fiz a sua caveira e falei mal de tu pelas ruas. Barbaridades, confesso. Me perdoa. E fica. Vou passar o resto da vida te jogando confete, falando como és o maioral, não me importo nem com os pequenos maltratos, as minhas marcas roxas e as olheiras por baixo do glitter.
Fica que eu te prometo o paraíso que você finge existir.
Fica, Carnaval, a casa tá uma bagunça e de vez em quando eu choro.
Mas fica, fica, fica.

Coentro é amor

coentroTem coisa que é unanimidade. Manjericão. Já escutou alguém reclamar de um manjericão? Nunca. Nunquinha! Tem coisa que veio ao mundo para dar problema. Coentro. O coentro é amor ou ódio. Se elogiam uma comida e você diz que vai provar, há sempre alguém que alerta, como se estivesse te salvando de um perigo mortal. “Cuidado! Você gosta de coentro?” Tanta rejeição fez até com que ele – ao longo da evolução- ficasse parecido com a salsinha. Só pra ver se conseguia ser levado pra casa pelos desavisados.

Um dia veio um namorado e o homem odiava coentro. Mais que odiava, ele amava odiar e gabava-se de odiar. E eu, fiz o que? Comecei a odiar o coentro junto. Ah, o mimetismo patético do amor! “Nós dois não gostamos de coentro, olha só, que lindo.” Quem nunca caiu nessa, trocou de amigos, virou a casaca, mudou de partido, quem nunca, quem nunca. Tudo para justificar o que – se for de verdade, verdade mesmo, coração selvagem – não precisa de justificativa alguma. É tu porque sim, ponto. Anos destemperados, acreditando na minha própria mentira diante do amor mequetrefe. Duro foi descobrir, tempos depois, comendo uma açorda à alentejana em êxtase, que coentro é maravilha pura. E os anos e anos privados deste prazer? Não voltam jamais.

“Somos tão parecidos, nascemos um para o outro”, diz o clichêzinho que de vez em quando vem nos visitar. O caralho. Nascemos só para o mundo e, mesmo assim, até que o mundo se encha da gente e nos despache de vez. Mas até lá, vamos exagerar neste coentro!

Eu falto à academia. E me deixa

academ

Ainda estou tomando o café quando vem um telefonema. Ele diz que está sentindo a minha falta. O coração acelera. Mas, não, não é nada disso. É só o estagiário da academia dizendo que “verificou no sistema que eu não tenho ido, tá tudo bem?”. Sou simpática, apesar de não ser nem dez da manhã, o horário permitido para telefonar para alguém sem ser por motivo de morte de um ente. Sou simpática num gesto de solidariedade, não deve ser fácil o serviço do rapaz, ligar para as pessoas estranhas (somos muitas) que se matriculam para não ir. E, do outro lado, escutar sempre a mesma suave e deslavada mentira. “Vou voltar esta semana”.

Mas quando foi que nos roubaram o direito inalienável de PAGAR academia e NÃO IR, sem ter que dar explicações para o estagiário? Estou devendo? Estou sendo paga para malhar? (Não vou à academia faz tanto tempo que ainda uso gírias dos anos 80). Estou pagando a mensalidade com o suor dos outros? Não, não, não. Eu estou rasgando o meu próprio dinheiro, algo que sempre pensei ser assegurado. Está lá, no livro do Karl! “O modo de produção capitalista repousa no fato de que as condições materiais da produção encontram-se nas mãos dos que não trabalham, sob a forma de propriedade do capital e propriedade do solo, ao passo que a massa possui apenas a condição pessoal da produção — a força de trabalho. Mas se a massa quiser faltar à academia, a massa falta!”

Por isso, me deixem em paz! Não trabalho com culpa antes das dez (suave e deslavada mentira).

Grêmio Recreativo do Draminha do Ano Novo

anoÉ só mais uma voltinha da Terra ao redor do Sol, fico assim repetindo o mantra, já já passa, mas aí vem o pensamentinho, como odeio pensamentinhos, o pensamentinho sobre a incapacidade de parecer suficientemente feliz como o momento pede sorriso colgate champanhe boa. E  2015 fuma o cigarro e vem perguntar se foi bom pra você, aquela continha detestável em que contabilizamos os amores e as dores, e é aí que chegam as garotas mais simplórias que eu conheço, quando andam juntas, então, a culpa e a esperança, suas falsas, estúpidas. Quer saber, me deixem,  desta vez não vai dar, meninas,  não me arrependo de absolutamente nada e também nada espero. Sim, não quero nada de 2016-  o que vier eu traço – mesmo que venha o fim do mundo, tô de buena, só peço que seja uma bola de fogo linda e, se não for pedir muito, num fim de tarde na praia.

O equilíbrio cósmico das pendências

pendenciasTenho uma teoria de que cada pessoa vem ao mundo com um número de pendências pré-determinado. É um número aleatório – ou se você é religioso, talvez kármico –  um número só seu.  Seu e para sempre. O meu é algo  perto de  234. Eu vim e partirei deste planeta com 234 pendências. Na prática, isso significa que assim que eu vencer a procrastinação e resolver qualquer pendência, uma outra surgirá do além para ocupar este lugar vago e, assim, garantir o equilíbrio cósmico.

Quando eu digo pendências, falo dos problemas irritantemente cotidianos –  ficam fora desta conta as pendências amorosas e melancolias em geral.  São os entraves idiotas. Uma caixa-postal aberta e abandonada em um correio no Jardim Botânico. A torneira que está pingando. Uma dívida pequena, um dinheiro a receber menor ainda. Eu tenho 234 pendências, até que a morte nos separe.

A sabedoria da vida está, portanto, em conseguir trocar de pendências e se dar bem. Um jogo de cartas, um programa do Sílvio. Vejam só, este ano resolvi um problema do imposto de renda que me atormentava mas, assim que isso aconteceu,  meu tanque entupiu.  Uma sorte! Prefiro um tanque entupido do que receber, ao invés de um bilhete de amor, uma carta de uma delegada da Receita Federal. Não foi legal.  Passados dois meses, hoje, eu encontrei forças sobrenaturais e, apesar do profundo sofrimento e da dor no dedo, liguei para a Desentupidora Tic Tac. A Desentupidora Tic Tac tem quarenta anos na praça e Seu Alair, dono e desentupidor-chefe, se encontrava irritantemente eufórico.  Perguntou se eu estava animada para o Natal. Quando respondi que não, lembrou que bom mesmo era o Reveillon.  Simpaticamente de mau-humor (um estado de espírito borderliner), expliquei para o Seu Alair que odeio o Reveillon ainda mais. De nada adiantou. Seu Alair não se abateu e, com sua ultrajante felicidade, disse que a vida anda boa e os canos, entupindo como nunca!

O tanque agora vai bem, a água descendo com uma pressão que dá gosto. Mas veio aquela angústia que eu conheço: sei que, num prazo de 24 horas, uma outra pendência surgirá. Talvez tenha sido uma péssima troca, algo terrível pode vir por aí, um monstro japonês, um cartório na Pavuna. Mas aceitarei esta pendência, em paz e tranquilidade. Tudo precisa estar erradamente no seu lugar para que o mundo ainda exista. Eu confio no universo. E esqueço senhas.

Coleção de medos ridículos

santinhos
Tenho medo de jogar fora os pequenos santinhos. Não que eles sempre me ajudem, mas tenho medo que entristeçam, rasgados no lixo, e me compliquem a vida. Pela casa, acumulo santinhos de todos os tipos, os que auxiliam nas doenças e os que desatam os nós, os das dificuldades abstratas e os de proteção genérica, entre páginas de livros, escondidos aos montes em caixas. (De alguns, confesso, conto até mais de uma dúzia.)

Já tive medo de cachorro, não mais, só quando os dentes afiados roçam a  pele, tenho medo da aula de ginástica e de nunca mais te ter, de pé direito alto e, um pouco, de elevadores e do metrô.

Tenho medo de jogar fora os pequenos santinhos e, por isso, os coleciono, junto com a minha coleção de medos ridículos. Tem dias que tomo coragem e jogo fora.  Mas sempre peço desculpas e que eles me perdoem. Amém.

Armaduras

armaduraEu ando muito cansada das armaduras.
Hoje eu quero lutar – mas de peito aberto – pelo meu direito absoluto de pedir colo. E dizer que eu não sei se tudo vai dar certo, não mesmo.
Eu ando muito cansada das armaduras, elas pesam.
(Quando foi mesmo que paramos de chorar?)
Eu ando muito cansada da valentia que não pode cessar jamais.

Outra coisa: esqueci o meu coração na tua casa, se achar me devolve (é um bem arranhado e dá choque).

O método Marie Kondo aplicado ao amor

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Eu abri o meu guarda-roupa e vocês todos caíram no chão do quarto. Estavam ali amassados, que nem o Robert Smith no “Close to me”. Lembra? Teve uma noite que a gente ficou na cama vendo este clipe tipo um milhão de vezes. Mas agora vocês estão todos ali, no chão meu quarto. Porque hoje é dia do “Método Marie Kondo aplicado ao amor”. Marie Kondo vendeu dois milhões de livros com sua metodologia de arrumar a casa. Que consiste, basicamente, em se livrar. Abrir seu armário e tirar todas as roupas fazendo uma grande montanha (sim, é este o método). E depois jogar fora todas as que não te dão felicidade. Ficar apenas com as parecem contentes em seus cabides. É por isso que vocês estão aqui, garotos. Basicamente, eu estou querendo me livrar de vocês. “O critério é o mesmo de sempre: provocar uma sensação de prazer ou não. Lembre-se que é preciso tocá-los”, diz a japonesa. E é o que eu faço, deslizando as minhas mãos sobre vocês. Talvez eu ainda guarde um ou dois, mas saibam que hoje é dia de faxina. Sem ressentimentos, vocês serão sempre um pouco em mim, parte do que eu me tornei, mesmo que em forma de cicatriz. Não fiquem assim, tá tudo certo. Apenas riam e escondam as lágrimas nos olhos. Because boys don’t cry.

A mulher mal-amada

Existem mulheres mal-amadas. Homens não. Ninguém anda por aí a comentar, “olha ali o Alcides, aquele pobre de um mal-amado”. Já nós, mulheres, temos que viver tomando o maior cuidado com o que dizemos. Senão, nos acudam, podemos ficar com a pior das das famas. A de “mulher mal-amada”. Esse é um adjetivo e substantivo masculino – está no Houaiss – “que ou aquele que é frustrado, não correspondido no seu amor”. Homens, mulheres, cachorros sofrem muito disso aí também. Mas – por que será? – aprendemos a usá-lo apenas no feminino.

Este hífen que me perdoe, mas se alguém foi mal amada, pior para quem mal amou. Eu, que já fui mal amada e bem amada também, continuo achando que amar muito é só o melhor (e mais sangrento) dos mundos. Frustrações? Só tem quem deseja e só quem deseja vive.

Por isso, bonitinhos, ao discordarem de posicionamentos de mulheres em relação às questões feministas, discordem. Bora sentar e conversar, depois beijar na boca e foder de montão. Mas jamais, jamais, jamais peçam pra que a gente tome cuidado “senão vamos ficar parecendo um bando de mal-amadas”. Simplesmente, não estamos nem aí pra isso.

Aprendam, apenas, a nos amar bem melhor.

Meu protagonismo é uma arma pra te conquistar

cartaoEnquanto isso, nas escadarias da Cinelândia…

– Abaixa aí este cartaz!
– Por que?
– O protagonismo é nosso!
– Mas eu estou do lado de vocês. Vocês não sabem que esse cara é. Ele é tipo o Cunha da Argentina.

Ficou aquele climão. O argentino de coque samurai podia ou não ficar com seu cartazinho “Fuera Macri” na manifestação da mulherada? E agora? A praça lotada tinha Oxum, sapatão, bucetolândia, trans, mães, bebês, peito, glitter, batucada. Na buena, só ir dar pra roubar protagonismo se ele fosse, tipo assim, um gênio do crime. Fica aí, nego, fica de boa, não é protagonista mas fica como coadjuvante. Fica, vai ter bolo, fica de figurante com fala, vem com a gente até o fim do mundo.

Mas quando fica um climão, sabe como é. A defensora dos pobres e protagonistas foi para um lado. O moço confuso, para o outro. Acabou procurando guarita ao lado do vendedor de pipoca. Ficaram os dois ali, cada um com seu cartazinho.  “Fuera Macri” . “Aceito Visa e Mastercard”.

Ah, esses tempos de protagonismos e carteiras batidas…..

PS: Notícia do dia seguinte, para quem quer saber mais sobre a argentina.
“O anúncio de acordo entre o candidato conservador Mauricio Macri (Mudemos) e um médico do grupo católico conservador Opus Dei que se opõe a práticas anticoncepcionais reanimou o debate sobre políticas de gênero na Argentina”

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* Fotos da Alessandra Colasanti

É linda quando se diverte

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Lamber suas botas.
Cair aos seus pés.
Mas cada passo que eu dou.
É um passo dado.
E é linda quando dança
É linda quando se diverte
Es linda cuando se divierte.
Es linda cuando baila.

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* “Es linda cuando se divierte” , a última frase que eu ouvi em Montevideo. Um novo mantra, um amuleto.

Cabo Polônio #memórias

Resolvi viajar para  Cabo Polônio. É uma praia do Uruguai, isolada por dunas, com uma comunidade hippie-anarquista e um farol. Durante o inverno, lá moram apenas 70 pessoas, mas no verão se transforma em um balneário. Em outubro, este lugar estranho com bichos e o mar pareceu um bom destino para alguém que estava precisando fugir do mundo.

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De Montevideo até lá, quase seis horas (* detalhes práticos no fim), incluindo um caminhão para atravessar as dunas e chegar neste lugarzinho perdido no tempo. Já reparou que hoje em dia tudo é meio Monalisa? Você já viu aquela imagem mil vezes até estar ali, de verdade. A gente não desbrava mais o mundo, a gente desbrava o Google Images. E eu cheguei em Cabo Polônio em um dia de sol e foi isso que eu vi.

Na pousada me avisaram que uma certa hora, um gerador seria ligado por um tempinho – “mas no quarto tem velas”. Porque não tem energia elétrica, aí é que está (mas pega celular, antes que perguntem). Deitei pra dar um relax e apaguei. Acordei uma e meia da manhã, no escuro. Pulei pela janela para a praia e um vento congelante soprou. Estava chovendo. Sim, eu poderia ter fugido do mundo indo para uma praia quente na Bahia mas fui – sozinha – para aquele lugar absolutamente melancólico. Parabéns para mim. Foi assim a minha primeira noite em Cabo Polônio: na cama, sem sono e com fome, eu chorei.

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Na chuvosa manhã seguinte, um litro de café para colocar tudo em seu lugar, uma gata pulou no meu colo e um uruguaio apareceu falando bem alto – para quem quisesse ouvir – que o problema do mundo eram os Estados Unidos. Mandei logo um “de acuerdo!” e comecei a me sentir em casa. No Cabo Polônio, a rua principal (e única) chama Avenida Pepe Mujica e, pra te dar um um ponto do referência, o sujeito diz “tá vendo aquela casa com uma bandeira da Palestina e outra do Peñarol?”. Pode parecer um lance meio folclórico – e sim, vendem colarzinhos hippies. Mas naquele momento em que falávamos mal das corporações, a Bahia imaginária começou a ficar pra trás.

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Além das tais famosas 70 pessoas que vivem por lá durante o inverno, a estimativa é que a comunidade seja de mil pessoas, que moram lá em alguma parte do ano, sem contar com os turistas. O que tem pra fazer? Nada. Cabo Polônio é ver o tempo passar e construir e reconstruir suas casas que estalam e racham quando a areia se move. Assistir a lua nascer vermelha no mar. Deitar na rede de cobertor e ficar vendo gaivotas. “Olha ali perto das dunas, um pequeno triângulo. É o telhado de uma casa que foi devorada pela areia! Vai lá”. E aproveitar e ficar pro pôr do sol. De onde você é? De onde você é? Tomar mate com os garotos da Patagônia. O barco de pesca volta, o menino que surfa vai. Os lobos marinhos nadam. Sentar em uma pedra e jurar que uma baleia franca vai passar, porque você tem mesmo muita sorte. Mas não. De onde você é? De onde você é? Uma coruja, um sapo microscópico (o Darwin, espécie endêmica da região), as teias de aranha delicadas espalhadas pela grama e vagalumes que piscam junto com o farol. Sair pra passear com um cachorro e, pela praia, tropeçar em animais mortos. Enfiar os pés na lama. Assistir a hora em que o farol acende e depois de novo e de novo. De onde você é? De onde você é? Lembrar que o mundo é hostil mas é também bonito.

Eu voltei do Cabo Polônio em um dia de sol (mas talvez ainda esteja por lá).

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Como chegar e onde ficar: a partir de Montevideo, ônibus para Valizas (Ruta 10) da rodoviária da Rutas del Sol. Demora cinco (yeah) horas, porque vai parando em diversas cidades mas é megatranquilo – a paisagem é linda e o ônibus tem wifi. A outra opção é alugar um carro – três hora e pouco – mas se você quiser ficar apenas em Cabo Polônio, ele ficará estacionado na entrada do parque. Pra quem vai de carro desde o Brasil, Polônio fica mais perto do Chuí do que de Montevideo. Você chega na entrada do Parque Nacional e pega um caminhão pau-de-arara que atravessara as dunas Tem vários hostels e pousadinhas – eu fiquei em uma deliciosa (porém não tão barata, La Perla del Cabo), mas tem para todos os bolsos. Dá também para alugar casas. Para comer, restaurantes e nos hostels, e também tem um armazém se você tiver alugado uma casa. Num google rápido dá para descobrir um pouco mais.
Luz elétrica. Não tem, mas alguns lugares têm geradores e, em alguns hostels, serviço de carregar celular durante todo o dia. Sim, celular (e internet) pega. Deixei o meu em modo avião (economizar bateria + me desligar) e quando ligavam o gerador na pousada (duas vezes ao dia) eu usava um pouquinho o wifi. Uma lanterninha é útil.
Verão. Parece que fica bem animado, com pessoas dançando na areia – segundo a foto que eu vi no Google Images, rs. E na alta temporada, existem passeios, cavalgadas etc. Se você for uma pessoa de muita sorte, pode ver o mar ficar azul fluorescente à noite, um fenômeno causado por um protozoário marinho. O céu em noites sem lua, dizem, é a coisa mais linda do mundo.